Patrimônio - Bens Tombados

publicado em 23 de Novembro de 2017 às 11:39

Conheça os bens tombados de Lavras:

Banda Euterpe Operária 

O início da história da Euterpe Operária começa a partir de um cidadão ilustre conhecedor e de grande saber cultural, além de ser amante da cultura brasileira: prof. José Luiz de Mesquita. Nascera em 22 de junho de 1882 e falecera no dia 16 de junho de 1967. A população negra, um tanto relegada após a Abolição da Escravatura, fora valorizada dignamente através das várias entidades sociais, culturais e artísticas fundadas pelo prof. Mesquita, como a Banda de Música Euterpe Operária. O nome foi escolhido por Euterpe ser a musa grega da música e por serem operários a maior parte de seus integrantes quando de sua fundação. 

A estréia da Euterpe Operária ocorreu em 24 de setembro de 1910, durante as festividades de Nossa Senhora das Mercês, ficando esta data marcada como o dia efetivo de sua fundação. A atuação da corporação musical Euterpe Operária, que possui sede própria localizada na cidade de Lavras, não se restringem ao território do município, sendo convidada para se apresentar em várias localidades. A banda não é somente um instrumento de entretenimento e diversão para a comunidade lavrense e da região, mas também uma escola de música, principalmente para crianças e adolescentes. 

Em 1972 a Euterpe Operária foi declarada instituição de utilidade pública municipal, e em 2009, foi reconhecida de utilidade pública estadual. Em 2015 ela foi registrada como forma de expressão tombada como patrimônio lavrense.

Casa da Cultura

O belo sobrado do capitão Silvestre Alves de Azevedo foi construído por volta de 1849, quando este era presidente da câmara de Lavras do Funil. Em 12 de março de 1907 seus netos venderam o prédio ao poder público, para ser instalado o Fórum da Comarca de Lavras. A inauguração foi feita em 24 de fevereiro de 1909, pelo juiz dr. Alberto Gomes Ribeiro Luz, que tem seu nome homenageado na rua que ladeia a Casa da Cultura. 

Ao longo do Século XX, o edifício ainda veria instalado em suas dependências a agência dos correios, radiotelegrafia, prefeitura, Câmara Municipal, biblioteca pública, Secretaria Municipal de Educação, e, finalmente, desde 1984, a Casa da Cultura “Sílvio do Amaral Bi Moreira”.

Em 1999, o famoso casarão da Rua Sant’Ana, n.º 111, foi tombado como Patrimônio Histórico de Lavras. Em 2012 sua fachada começou a ceder, ameaçando com desabamento o fim dessa bela história. Em 2013 o governo do então prefeito Marcos Cherem realizou em uma grande obra de reconstrução e a Casa da Cultura que, estruturalmente recuperada, foi entregue novamente à população para exercício das atividades culturais.

Atualmente ele abriga a Gerência de Cultura do Município, o coral das Meninas Cantoras de Lavras, a Academia Lavrense de Letras, a Associação para Promoção de Arte e Cultura, a Associação Lavrense dos Artesãos e Arte Culinária, o Cineclube de Lavras, além de estar aberta para eventos de toda comunidade lavrense. 

Cruzeiro 

Os cruzeiros são monumentos religiosos comuns na Europa Ocidental e América do Sul que contêm elementos alusivos à Paixão de Cristo. Em Lavras registrou-se a existência de cruzeiros no Largo de Sant’Ana e no Largo do Rosário desde o começo do Século XIX. 

O local onde está o atual cruzeiro na Rua Cristiano Silva era chamado no passado de Morro da Forca, por lá ter ocorrido, em 26 de junho de 1839, a execução de Joaquim Congo, escravo de José Pimenta que matou seu senhor com enxadadas. Trinta anos depois, em 1869, seria erigido no local um cruzeiro feito de uma majestosa peça de madeira, que estava fechado com grades de ferro. Em 29 de maio de 1896, ele caiu, atingido por raio de uma forte tempestade. O padre Henrique Lacoste, lazarita, fez o povo levantar outro no mesmo lugar do primeiro, tendo se dado a solenidade de bênção em 17 de agosto de 1896. O trabalho de carpintaria foi realizado pelo carpinteiro Joaquim Chapudo. O terceiro cruzeiro fora novamente reconstruído em 1910, e o quarto em 1928, pela União dos Moços Católicos de Lavras. O quinto, e atual, foi feito em concreto em 1956, estando presentes na inauguração o padre Clemente Kollhoff e Bi Moreira, como orador. 

Desde a sua construção, o cruzeiro é expoente da religiosidade dos lavrenses, pois seu local é utilizado durante a Semana Santa pelas procissões e outras festas religiosas. Em 2015 o cruzeiro foi tombado pelo município.

Estação Ferroviária Costa Pinto 

A Estação Costa Pinto integra um conjunto de estações localizadas ao longo das linhas férreas componentes da antiga Estação de Ferro Oeste de Minas (EFOM), aberta em 1880, ligando o sul de Minas ao oeste do Estado. A rede chegaria em Lavras em 1888, iniciando um ciclo de desenvolvimento baseado nas atividades relacionadas ao transporte ferroviário, impulsionando a construção de diversas estações, a Oficina de Lavras, o Almoxarifado Geral, a Eletrotécnica e a Escola Profissional. 

O ramal ligando a estação de Lavras a Três Corações foi aberto entre os anos de 1918 e de 1926. A Estação Costa Pinto foi inaugurada em 1.º de setembro de 1926, sendo à época denominada “Estação do Bicame”. Seu nome atual veio em 1936, em homenagem ao dr. Antônio da Costa Pinto, médico e político lavrense falecido em 20 de julho de 1927. A inauguração desse ramal provocou verdadeiro entusiasmo e justas manifestações de alegria, nas duas cidades, em razão da facilidade da exportação do café do sul e oeste do Estado para os dois principais centros de mercados do país: Rio de Janeiro e Santos. 

A estação, quando em operação, tinha grande movimento de cargas e de passageiros. Porém, em 1965, com a reforma administrativa da RFFSA e a instalação da Viação Férrea Centro Oeste (VFCO), a estação foi desativada. Em 23 de dezembro de 2004 a Estação Costa Pinto passou a abrigar o Teatro Municipal “João Pereira de Carvalho”. Em 2006 a estação foi integrada aos bens tombados do patrimônio cultural lavrense. 

Estátua “Ceres, deusa da agricultura, da terra e da fertilidade” de E. Picault

Esta estátua foi adquirida em 1910, logo depois do Instituto Evangélico (atual Instituto Presbiteriano Gammon) adquirir uma fazenda modelo para iniciar a Escola Agrícola, hoje Universidade Federal de Lavras. Esta fazenda recebeu o nome de Ceres, em homenagem à deusa da Agricultura, da Terra e da Fertilidade. De certa forma esta estátua ficou sendo um símbolo que representa o inicio de nossa tão conceituada universidade.

A estátua Ceres foi feita por Émile Louis Picault (1833-1915), um escultor francês conhecido por obras que descrevem temas alegóricos, patrióticos e heróis mitológicos. Picault era um artista muito prolífico, produzindo esculturas em abundância – mais de 500 modelos no total – durante sua longa carreira. Ele assinou a maioria de seu trabalho como “E. Picault”.

Estátua “O Agricultor” de E. Picault

Essa estátua foi adquirida em 1930, como uma forma de homenagem a Fazenda Modelo Ceres e também ao Agricultor. A fazenda foi inaugurada no dia 17 de julho de 1911, para ser Fazenda Modelo da Escola Agrícola, atualmente UFLA. Ela foi adquirida para fazer par com a estátua Ceres, deusa da Agricultura, da Terra e da Fertilidade, sendo ambas tombadas com patrimônio lavrense em 1999.

Galpões da Antiga Rede Ferroviária 

No dia 2 de março de 1917 foram inauguradas as oficinas da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM). Diferentemente das oficinas de Ribeirão Vermelho, que se destinavam à montagem, reparação e manutenção de locomotivas, nas oficinas de Lavras se construía e reparava os carros de passageiros de madeira. Apesar de a inauguração ter sido em 1917, a operação dos serviços começou somente em 1920. 

Em seu tempo de maior atividade, a oficina da Rede Ferroviária de Lavras não só construía os carros, mas também fabricava peças como fechaduras, bancos, janelas, cabides, mesas, armários, cadeiras e truques de madeiras. Na época, a oficina tinha as seguintes seções: truques, fundição, estofamento, ferraria, caldeira elétrica, mecânica, serraria, carpintaria, pintura e bateria. Tinha também três pontes rolantes, carretão, lavador e uma usina hidrelétrica situada na estação do Cervo. Todos os equipamentos eram provenientes da Alemanha, Escócia, Estados Unidos e Inglaterra.

Na década de 1950, com o fim das locomotivas a vapor, a oficina foi adaptada nos padrões A.A.R. (Association American Railway) e passou a fazer a manutenção de locomotivas eletrodiesel da General Motors. Conforme relatos, as oficinas chegaram a contar com quase setecentos trabalhadores empregados. O que é algo notável, principalmente, quando consideramos que a cidade tinha uma população bem menor. Os galpões das oficinas da EFOM destacam-se pela sua beleza arquitetônica e fazem parte dos bens tombados do Patrimônio Cultural de Lavras desde 2006.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário 

A igreja de Nossa Senhora do Rosário é a construção mais antiga de Lavras. O nome original do templo era capela de Sant’Ana, quando de sua edificação, entre 1751 e 1754. Ela foi elevada à condição de igreja matriz em 1760, após a transferência da sede paroquial que até então ficava em Carrancas. 

No início do Século XIX foi construída uma igreja em homenagem à Nossa Senhora do Rosário que ficava onde hoje é o alto da Praça Leonardo Venerando. Esta edificação foi demolida em 1904, quando se iniciava a construção da nova Matriz de Sant'Ana. Em 1917 esta foi inaugurada, havendo assim a troca de nomes das igrejas: a velha matriz passa a ser a igreja do Rosário. 

Na época da criação do município de Lavras (1831), o padre Francisco de Assis Braziel, o padre Tutu, lecionava aulas de Latim, Francês, Geografia, Desenho, Aritmética e Música num dos cômodos da velha Matriz de Sant’Ana. Além disso, havia um cemitério nos arredores da igreja, utilizado até 1853, quando foi criado o cemitério de São Miguel. 

No Século XX, a partir dos anos 1930, a igreja foi aos poucos perdendo destaque e ficando abandonada. Em 1944 a construção colonial esteve prestes a ser demolida e ver seu terreno dar lugar a um centro comercial. Porém, através dos esforços de vários lavrenses, em especial o professor José Luiz de Mesquita e o jornalista Caio Aurélio, a igreja foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1948. Em 2002, a igreja também foi declarada patrimônio municipal lavrense.

Postes do Bonde

Para levar seus passageiros através da longa subida para a cidade, a EFOM construiu uma linha de bonde elétrico em 1910 e adquiriu dois carros de 11 bancadas de 2 eixos da Waggonfabrik Falkenried, de Hamburgo, Alemanha. O bonde elétrico de Lavras foi inaugurado em 21 de outubro 1911, havendo também uma elaborada estação feita de granito para o embarque no bonde, construída na Praça Barão de Lavras, no alto da Rua Sant’Ana. Lavras se tornou assim conhecida em toda Minas Gerais como a “cidade do bonde”. O transporte tinha bitola métrica, rota de 3 km de extensão e os carros, numerados de 1 e 2.

Em agosto de 1931, o bonde foi transferido da ferrovia para a Prefeitura Municipal de Lavras. Os bondes não apenas forneciam transporte: eles eram também um divertimento e local de encontro para muitos habitantes da cidade.

Os bondes alemães originais permaneceram em circulação até 8 de novembro de 1967. Existem, porém, alguns remanescentes da linha, exemplificados em alguns postes ainda existentes, na Rua Sant’Ana, esquina da Rua Desembargador Alberto Luz; um na Praça Dr. Augusto Silva, no ponto de táxi em frente ao Hotel Vitória; um na Rua Otacílio Negrão de Lima; e um ainda no alto da Rua Francisco Sales, na parada de ônibus pouco acima do cruzamento com a Rua Prof. Azarias Ribeiro. Em 2015 os postes foram tombados pelo município.

Praça Dr. Augusto Silva e Praça Leonardo Venerando

Entre 1754 e 1908 a área onde se localiza a Praça Dr. Augusto Silva era chamada de Largo de Sant’Ana. Por volta de 1800 algumas casas começaram a ser edificadas em seu interior, ao que resultou em uma disputa entre os potentados da época, resultando na demolição das ditas casas por Mateus Luís Garcia (1764-1824), um dos fundadores de Nepomuceno. 

Em 1853 o dr. José Jorge da Silva (1810-1880) plantou as primeiras árvores casuarinas ao redor da praça. Ele era o pai do dr. Augusto Silva (1845-1905), ilustre médico lavrense que foi honrado com o nome da praça. O Jardim Municipal foi inaugurado em 1908, e tem como árvore mais famosa a tipuana, plantada por Bernardino Maceira (1863-1948). 

Em 1940 a praça foi desmembrada, sendo seu prolongamento sul batizado como Praça da Bandeira, que desde 1994 é chamada Praça Leonardo Venerando. O conjunto da praça possui várias estruturas interessantes, como o caramanchão, de 1915, que consiste de oito colunas dóricas que servem de suporte a espécies vegetais tais como trepadeiras. Há também cinco hermas, pilares de pedras encimados pelo busto de personalidades da terra. Outros símbolos importantes existentes nas praças são o monumento Honra e Glória aos lavrenses mortos em combate na II Guerra Mundial, próximo ao chafariz; o monumento à Lei de Deus, próximo ao coreto; e o obelisco do marco geográfico, instalado em 20 de julho de 1944 e dedicado à mocidade lavrense.

O complexo Praça Dr. Augusto Silva e Praça Leonardo Venerando foi tombado como patrimônio cultural de Lavras em 2006.

Praça Dr. José Esteves

A Praça Dr. José Esteves relaciona-se à história da ferrovia lavrense, por estar localizada próximo à antiga estação ferroviária.

A praça recebeu sua denominação através do decreto de 10 de dezembro de 1939. Sobre o Dr. José Esteves de Andrade Botelho, este nasceu em Lavras no dia 18 de abril de 1855 e formou-se em medicina no ano de 1879. Como médico, altamente considerado dos colegas pela sua proficiência e por seu talento, era de ver com que solicitude, desinteresse e escrúpulo tratava dos doentes, ricos ou pobres, ansioso de lhes dar um lenitivo às dores, um confortativo à esperança. Ainda, era considerado um ser modesto e bondoso. O Dr. José Esteves era filho do comendador José Esteves de Andrade Botelho e irmão do advogado e político Álvaro Botelho.

Prédio da Escola Estadual Firmino Costa 

Em 1873 um grupo de beneméritos lavrenses, entre eles Misseno Alves de Pádua e o dr. Joaquim Barbosa Lima, então juiz de Direito da comarca, fundariam a Associação Propagadora da Instrução, com o propósito de alfabetizar os meninos pobres, órfãos e até adultos. No ano seguinte seria inaugurada a Casa de Instrução, transformada em 1883 no Externato Municipal, a primeira escola pública mantida pela Câmara Municipal de Lavras, sob a regência do jovem professor Azarias Ribeiro de Souza (então com 24 anos), além das professoras Maria do Carmo Goulart Brum e Guilhermina Cassiana Brasileiro. 

Em 1907 o antigo prédio construído pela Associação Propagadora da Instrução foi doado e então ampliado pelo governo de Minas Gerais, para a instalação do terceiro Grupo Escolar do Estado. O famoso educador Firmino Costa (1869-1939), que também escrevia o jornal Vida Escolar, foi o primeiro diretor do educandário. O Grupo Escolar de Lavras era a principal escola de Lavras quando de sua inauguração, tendo então 400 dos 700 alunos matriculados na cidade. 

Em 27 de outubro de 1915, Delfim Moura, presidente de Minas Gerais, rebatizou o grupo escolar com o nome “Firmino Costa”, uma justa homenagem ainda em vida a seu principal idealizador. O grande educador ficou na direção do grupo escolar até 1925, atuando posteriormente em importantes instituições educacionais em Barbacena e Belo Horizonte. 

O prédio da Escola Estadual Firmino Costa foi tombado como patrimônio de Lavras em 2006. 

Prédio da Escola Municipal Álvaro Botelho 

O Grupo Escolar “Álvaro Botelho” foi o segundo grupo escolar de Lavras, inaugurado em 23 de maio de 1933, quando Manuel Augusto Silva era prefeito municipal de Lavras. Sua primeira diretora foi a prof.ª Maria Madalena de Carvalho. A escola foi construída na Praça Dr. José Jorge da Silva, no sentido da antiga Rua Direita, incorporando-se a bela paisagem da região centro-norte de Lavras, nas proximidades do Instituto Gammon e do acesso ao campus da Universidade Federal de Lavras. 

A denominação foi dada pelo governador do Estado, Benedito Valadares através do Decreto n.° 11.312, em homenagem ao advogado, agente municipal e deputado geral e federal, dr. Álvaro Augusto Botelho (1860-1917), filho do comendador José Esteves de Andrade Botelho. Álvaro Botelho é lembrado como um dos três deputados únicos republicanos eleitos para o parlamento imperial no Século XIX. 

Em 1973 a escola foi reconstruída pela CARPE em 1973, quando então, foi ampliado com a construção de novas instalações sanitárias, cozinha, depósito de material, biblioteca, gabinete dentário e galpão. Em março de 1987 o prédio recebeu novas reformas e pinturas pelo Sistema Operacional de Educação do Estado. Através da Lei Municipal n.º 2233 de 8 de março de 1996 e da Resolução n.º 7.928 de 13 de fevereiro de 1997, o grupo escolar passa do regime estadual para o regime municipal, passando a denominar-se Escola Municipal “Álvaro Botelho”. O prédio foi tombado como patrimônio de Lavras em 2006. 

Prédio do Museu Bi Moreira 

O Instituto Evangélico foi fundado por missionários presbiterianos norte-americanos em 1892, tornando-se, desde cedo, uma das principais referências educacionais de nossa cidade. Em 1908, Samuel Rhea Gammon (1865-1928) e Benjamin Harris Hunnicutt (1886-1962) implantariam a Escola Agrícola, que viria a se tornar a Universidade Federal de Lavras.

Em 1922, com o crescimento da instituição, seria inaugurado o prédio “Álvaro Botelho”, com recursos oriundos da Igreja Presbiteriana do Sul dos Estados Unidos, quando também se deu a I Exposição Agropecuária e Industrial de Minas Gerais, realizada em Lavras como parte dos festejos do I Centenário da Independência do Brasil. A obra foi motivada para uso acadêmico em salas de aulas, pois os educadores norte-americanos desejavam melhorar as condições da produção agrícola e da vida rural brasileira.

Em 1979 o prédio “Álvaro Botelho” se encontrava desocupado após a transferência dos departamentos para o campus novo, passando a abrigar as peças e coleções do rico acervo histórico-cultural do museólogo Sílvio do Amaral Moreira (1912-1994). Após a reforma completa e criteriosa do prédio pela Escola Superior de Agricultura de Lavras, foi inaugurado em suas repartições, o Museu Bi Moreira, em 9 de setembro de 1983, considerado o maior museu do Sul de Minas. Por seu valor histórico, o prédio “Álvaro Botelho” do Museu Bi Moreira foi tombado como patrimônio de Lavras em 2006. 






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